sábado, 1 de novembro de 2008

Hagalaz / Hagl / Haegl / Hagall

Esta é a runa do deus Hejmdallr. O deus guardião da ponte Bifrost. Por isso seu uso freqüente como runa de proteção. Isso é corroborado pelo fato de seu nome significar “Heill”, ou seja, uma benção, um “salve”.
Seu desenho , porém, refere outro de seus principais significados: a estrutura do universo. No desenho temos uma coluna sustentando a outra, através de uma terceira coluna, que é quase perpendicular. Este pequeno detalhe mostra que o equilíbrio não é exatamente “justo”, mas sim propenso a uma boa dose de aleatoriedade.
E é justamente nesta aleatoriedade que repousa a terceira e mais tradicional interpretação de Hagalaz: as forças naturais destrutivas, incontroláveis e imprevisíveis. Especialmente as ligadas ao clima.
Então, ao mesmo tempo que representa um equilíbrio, Hagalaz representa, na outra mão, justamente as medidas aparentemente cruéis que sustentam este equilíbrio. Ao mesmo tempo que é proteção, é destruição. É o Universo.
Na divinação pode ser interpretado como forças do passado (lições não aprendidas, problemas não resolvidos, memórias sufocadas...) que comprometem os padrões do presente, atuando de maneira negativa.
Num sentido mais esotérico, pode ser encarado como uma espécie de teste, de prova, que fornece uma têmpera ao construto humano: a vida. Uma espécie de crise controlada, que leva à harmonia.
Hagalaz é a runa inicial do 2º Aett. A família de Hejmdallr, que está intimamente ligada à estrutura da vida, do universo e tudo o mais. É a formação do Multiverso e os instrumentos de sua compreensão e do trânsito pelos setores mais altos da consciência. E nesta família, Hagalaz é justamente a Compreensão da Estrutura do Universo.
Hagalaz pertence à primeira coluna, a coluna das origens de cada família, que dá o sentido a elas. Enquanto esta runa é a Forma, a Estrutura, Fehu é a Força e Tyr a Força Dirigida pela Forma.
Nas simetrias, Hagalaz (a forma imóvel, a estrutura universal) está oposta a Sowilo (a forma móvel, a vontade individual).

Do Poema Rúnico:
“‘Hail’ é o grão mais branco de todos
que desce rodopiando das abóbadas celestes
e é arremessado por aí, pelas rajadas de vento
e então se transforma em água.”

Um comentário:

Maria Alice disse...

OI
Estudo as Runas já há bastante tempo, e dou aulas sobre elas. Esta explicação de Hagall é ótima, esclarecedora. Gostei tanto que fiz uma alusão à ela na minha apostila, indicando é claro, a procedência, a autoria.
Um abraço
Alice